terça-feira, 24 de agosto de 2010

Carta aos amigos...


Alexânia, 23 de agosto de 2010

                                                          Prezados amigos,

             Sinto alegria ao perceber quantas maravilhas há ao nosso redor, porém há muito o que nos entristece... Me vejo uma moradora sem muito à oferecer, apesar dos desejos e das ideias que poderiam ser muito úteis para a comunidade. Mas sinto-me uma simples participante de uma sociedade que paga os seus impostos, paga todas as sua contas em dia, não fazendo nada mais que minha obrigação.
             Gosto muito da vida da cidade pequena, porém nossa cidade, apesar de ser pequena em extensão, possui muitos traços de uma grande metrópole. A violência nos atemoriza por demais! O futuro das crianças está comprometido! E o pior, com o horror! A cidade não tem traços de interior, onde vizinhos se encontram no final da tarde para conversarem, as crianças não mais brincam nas ruas, não podemos sair tranquilos no período noturno.
             O medo toma conta! Hoje, ao sairmos de casa, preocupamos se fechamos a porta bem fechada, vemos tantas cercas elétricas sobre os muros, alarmes acionados... Não deixamos nossas crianças brincarem de bola na rua pois existes os mal intencionados e ainda o trânsito que modificou completamente a imagem de nossas vias de acesso.
             Desejo uma cidade tranquila, mas ativa; um lugar onde pudéssemos confiar pelo menos nas pessoas conhecidas. Pessoas que se importassem uns com os outros... que fossem participativos de uma comunidade generosa. Onde crianças não estivessem ameaças pelos entorpecente e pelo álcool. Que pudessem brincar de bolinha de gude até à tardinha sem medo do “bicho papão”.
             Quanta alegria se tivéssemos paz! É o que realmente falta em nossa cidade. Mesmo sabendo das diversas necessidades em sua estrutura, a minha maior preocupação é com relação às ações. Trocaram a paz pela violência! Isto muito me atormenta. Como poderão meus filhos saírem para pizzaria sozinhos? Como poderão namorar na pracinha se lá só encontrarão alucinados totalmente embriagados...
             Precisamos pensar em algo que cure esta sociedade do sono da indiferença, que leve os cidadãos a buscarem um mundo melhor, não visando simplesmente o palpável, mas o sentimental... o amor, a paz, a generosidade, a amizade... Vamos lutar por um mundo melhor!?
             Esperançosamente, Susy Darley

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

MARCAS DE UMA CIVILIZAÇÃO

Vídeo Chocante - Desmatamento: http://thelife.blog.terra.com.br/page/2/ O vídeo possui um incrível poder de convencimento, além de um fundo musical comovente que nos leva a pensar na situação de nossa natureza, pelo qual não existirá se continuar com a destruição e consequentemente o superaquecimento, onde desaparecerão especies, a água secará. o oxigênio cessará... enfim é o futuro dos próximos habitantes da terra... realmente chocante!

TEXTO POÉTICO:
Marcas de uma civilização
Aqui neste planeta
entre o silêncio
deixado pela ausência
da natureza viva,
encontramos vestígios,
marcas de uma civilização.
Não sabemos ainda
se seres bons ou ruins;
Se inocentes ou culpados;
Generosos ou egoístas;
Tal qual as pegadas
deixadas ai na lua
pelos pés dos astronautas
encontramos vestígios,
marcas de uma civilização.
Recolhemos para o estudo.
Ajustes nas máscaras,
falta-nos oxigênio.
Regressaremos sem saber
se a vida foi respeitada
neste planeta.
Contagem regressiva
10-9-8-7-6-5-4-3-2-1
Diário de bordo
Missão vida - Ano 2380

JUSTIFICATIVA:

No texto do autor Luiz Otávio, em sua obra "Grito Silencioso da Mata", tenta apresentar com ênfase no futuro de uma civilização que sofre com a ação de "alguém" não sabendo ao certo se generosos ou egoístas... culpados ou inocentes, mas que sem sombra de dúvidas, deixaram marcas... pelo qual uma civilização de um futuro um pouco distante sofre as consequências. Consequências essas, trágicas! Terríveis até mesmo de se pensar! Seres recorrendo à mascara devido a falta de oxigênio... um futuro comovente, com certeza!

BIBLIOGRAFIA
OTÁVIO, Luiz. O Grito Silencioso da Mata - A lenda. Brasília. Projeto Gente- Usina de Sonhos, 2008.